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20.11.18

Não: o telefone fixo não terá os dias contados


por Redação o largo.

France Télécom


Foi notícia, no fim da semana passada, que a operadora francesa Orange ia deixar de comercializar o serviço fixo de telefone. Alguns meios de comunicação social chegaram mesmo a anunciar o fim do telefone.


Para os mais nostálgicos e preocupados, calma! Não é o fim: a operadora não deixou de vender o serviço a 15 de novembro nem o velho aparelho vai deixar de funcionar. 


A principal operadora francesa decidiu desligar a rede analógica de telefone e substituí-la pelas redes digitais (como é o caso do ADSL ou, mesmo, da fibra em alguns departamentos). Mas o desligamento só acontecerá em 2023. 


Orange, ao contrário do que chegou a ser noticiado, não retirou a oferta do telefone fixo do seu portefólio. Tal como já acontece em Portugal em alguns serviços que juntam televisão, internet e telefone, também em França passa a ser necessário uma "box" onde o telefone fixo deve ser ligado. A Orange passa assim os clientes do chamado "sinal RTC" ("Réseau Téléphonique Commuté" - Rede Telefónica Comutada) para a tecnologia "IP" (Internet Protocol). Os atuais clientes não terão qualquer problema, sendo que continuarão a utilizar o telefone como até aqui até ao fim de 2023, sendo migrados para a "nova" tecnologia de forma progressiva. 


Além disso, a própria operadora continuará a implementar a rede cobre, necessária para os acessos ADSL, para lá de 2023. É que a taxa de penetração da fibra em França é minoritária ou, mesmo, nula em alguns departamentos, sendo que todo o território francês na Europa terá que estar coberto com fibra até 2030. 


O caos 


@nicolasgouhier/France Telecoms/Orange


Após a notícia ser divulgada, gerou-se alguma estupefação. A falta de informação levou muitos dos 9,5 milhões de clientes do serviço tradicional de telefone a questionarem a empresa. É que muitos serviços, como as máquinas multibanco ou, mesmo, os faxes das empresas, utilizam as linhas tradicionais e não ligações digitais. Apesar do assunto ser falado já há algum tempo (uma reportagem da estação de televisão noticiosa BFM TV abordou a questão em agosto deste ano), a empresa teve que emitir um comunicado de imprensa sobre o assunto para sossegar toda a gente. 


Quem subscrever agora o serviço, não necessita de subscrever também internet ou televisão mas levará para casa a "box" fornecida pela operadora, cuja função será converter o sinal RTC em sinal IP.  A empresa garante que "fornecerá sempre um serviço telefónico em todo o território mas através de uma tecnologia mais moderna", propondo "sempre uma oferta de apenas telefone fixo". 


"Portanto, esta alteração não significa a interrupção da telefonia fixa", refere a empresa. 

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